sexta-feira, 7 de outubro de 2011

sta bárbara

logo sai um video da cicloviagem pela chapada dos veadeiros, aqui um clipezinho do destino... sta bárbara...
sta bárbara e mahler

e uma brincadeira com manu chao...



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Viajar de bicicleta: um questionamento político sobre o tempo

Uma base orientadora da nossa opção!


http://cicloterras.wordpress.com

Viajar de bicicleta: um questionamento político sobre o tempo

Nossa viagem tem, independente de outros objetivo, um caráter político. Para nós isso parece bastante claro -  quase não sentimos necessidade de explicitá-lo – e para uma considerável parte do pessoal com o qual convivemos, também. Por isso, fiquei um tanto desconfiada quando o Gil falou que, se não deixarmos bem claro para as pessoas, elas simplesmente não vão entender. Não vão entender? Como assim? A resposta veio logo em seguida, quando começamos a espalhar mais a notícia. Agora, atenta a essa questão, percebia como a maior parte das pessoas encara nossa viagem simplesmente como uma expedição aventureira, um desafio físico. Ela é isso, também; mas não só.
Existem várias coisas aí que colocam em questão o modo de vida que está em voga, e no centro delas está a bicicleta. Quando se escolhe a bicicleta como meio de transporte, o modelo carrista, consumidor de energia, poluente e causador de mortes, já está sendo questionado, por mais que uma significativa parcela desses ciclistas não tenha intenção ou consciência disso. Esse é o primeiro ponto e que não é exclusividade dos ciclistas viajantes, mas comum àqueles que usam a bici nas ruas da cidade. O que pretendo aqui, porém, não é discorrer sobre esse questionamento político, não por ele ser menos importante, mas porque já vem sendo discutido em outras instâncias, certamente por se tratar de um aspecto prático, que afeta (e revoluciona) o cotidiano das pessoas.
O que eu quero falar aqui é de tempo, da passagem do tempo. Pedalar é desacelerar: passar mais tempo atravessando uma distância do que se levaria utilizando meios de transporte tradicionais. O que isso significa em uma viagem de bicicleta? Em uma visão rasa diria-se que a viagem demora mais. Mas nesse comentário estão implícitas duas noções que a bicicleta coloca em questão: a noção de viagem e a noção de tempo – sendo a primeira resultado quase imediato da segunda.
Na sociedade que nos cerca, o tempo possui um valor de mercado.Tanto se cobra mais por mercadorias que demoram mais tempo para serem produzidas, quanto o pagamento pela força de trabalho é feito, na maior parte das vezes, através de uma operação matemática que se baseia no número de horas trabalhadas. De uma maneira semelhante, o ensino é dividido em horas/aula, o colégio separado em anos e nas universidades se fala em carga horária total. A soma de todas essas unidades de tempo de estudo nos dá um poderoso indicativo da classe social, salário e poder de consumo de um indivíduo. Não é a toa que a eficiência entra no jogo:  é preciso aproveitar o tempo ao máximo, cumprir com a máxima eficácia todas as etapas, pois no tempo está a chave para o dinheiro e o dinheiro nos dá acesso ao consumo, que é a expressão do sucesso. Nesse pensamento, portanto, o tempo deve ser economizado para que seja gasto em meios de acesso ao consumo. Economizá-lo significa reduzi-lo nas atividades que não contribuem para o resultado esperado, e é aí que entra o deslocamento.
Se entendemos que o deslocamento é perda de tempo, já que essas horas não serão acrescentadas ao nosso valor de mercado, viajar só tem sentido se existe um interesse, seja ele qual for, em estar em um outro lugar específico. Trocando em miúdos, viajar, nessa lógica, significa chegar em algum lugar, e uma viagem eficaz é aquela que demora menos tempo no deslocamento.
Viajar de bicicleta – especialmente quando a viagem é longa, como essa que faremos – questiona essa noção de tempo, porque estamos, já de saída, “jogando fora” uma quantidade de tempo absurda. E não me refiro aqui somente ao tempo que será levado com as pedaladas, mas principalmente o tempo potencial que deixaremos para traz – eu, por exemplo, deixarei a universidade e o trabalho para depois, assim que colocar a bici na estrada. Do mesmo modo, a noção de viagem é colocada em questão: sua importância deixa de residir no ponto de chegada e passa a abarcar o percurso em todas as suas partes e, também, como um conjunto.
Portanto, viajar de bici tem um papel provocador a esse respeito. O que ainda falta é dizer qual o significado, então, de tempo, se jogamos fora esse que estamos acostumados. Bem… Isso eu ainda não sei…
por luisa
Ao Paulo Poli e ao Rafinha. Gratidão por aquela parceria! audazzz...








segunda-feira, 19 de setembro de 2011


a idéia aqui, e o sentimento também, é do ciclo... da ciclagem. ciclar... Vida é fluxo e giro!
concentrado nas magrelas, nas cicloviagens, no ciclotransporte... as pedaladas!


uma divulgação na rede de atividades “circulares e libertárias”



Comecei a gravar vídeos com uma camera que vai adaptada ao capacete. A intensão era produzir filmes curtos. Talvez de sensibilização à questão da mobilidade urbana (até como condicionante da "saúde")... Junto a isso, pedalando por floripa, viriam ainda poesias de gentes e paisagens da Ilha. Não contei devidamente com o tempo que a edição dos vídeos toma, mas aos poucos pequenos trabalhos vão sendo feitos....

Mais no fundo, talvez, expressões de como entendo Saúde (meu interesse, afinal). A capacidade criativa (arte e trabalho)... a autopoiese do indivíduo, a autoregulação das relações, a autogestão das comunidades. A emancipação para a autonomia dos organismos, das gentes, dos povos, das comunidades.

a importância do giro e do movimento - estase é trombo e infecção - o tempo é relação!

K.

De bike vc não pára: